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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sera ???

fadas existem
Uma das perguntas mais antigas do mundo é se fadas existem. Um professor britânico, John Hyatt, chamou a atenção da mídia recentemente, graças a uma série de fotos que fez, retratando criaturas minúsculas que se parecem com fadas.

Seria essa uma prova de que fadas existem?

Não.
Hyatt, da Universidade Metropolitana de Manchester, tirou essas fotos em torno de Lancashire, no Reino Unido. A coleção, intitulada “Rossendale Fairys” (em português, “Fadas de Rossendale”), está em exposição no Museu Whitaker, em Rossendale.
O professor tirou as fotos ao anoitecer. Na hora em que estava fazendo as fotografias, ele disse não ter percebido as criaturas minúsculas. “Quando ampliei as fotografias mais tarde no estúdio, eu vi essas figuras”, disse.
Segundo Hyatt, as imagens não foram alteradas, apenas aumentadas com técnicas normais de realce de tamanho. Ele também disse que as criaturas em suas fotos não se parecem com insetos normais.
A entomologista Erica McLaughlin, do Museu de História Natural britânico, discorda. De acordo com ela, as criaturas que Hyatt fotografou são provavelmente de uma pequena espécie de mosca da subordemNematocera, que são insetos dípteros, incluindo os mosquitos.
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“Estas minúsculas moscas formam enxames de acasalamento, nos quais os machos ‘dançam’ para atrair o sexo oposto”, afirma. Muitos desses insetos têm asas delicadas e pernas longas que oscilam para baixo.
Hyatt parece não se importar com explicações cientificas ou se preocupar com os céticos. “As pessoas podem decidir por si mesmas o que [as criaturas] são. A mensagem é ter uma mente aberta”, afirmou. “Eu acho que é uma daquelas situações em que você precisa acreditar para ver. Muitas pessoas que viram [as fotos] dizem que elas trouxeram um pouco de magia em suas vidas”, conta.
O ex-agente especial do FBI, Ben Hansen, que também é ex-apresentador e investigador de alegações paranormais da série “Fact or Faked: Paranormal Files” do Syfy Channel, diz que Hyatt está plenamente consciente de que suas fotos não mostram se fadas existem.
“A maioria das suas citações redirecionam a conversa para longe dos fatos e para uma discussão sobre crença e magia”, disse Hansen. “O motivo? Ele faz claramente o que você esperaria de um diretor de arte e design… Tenta trazer ‘magia em suas vidas’, valorizando a beleza que cresce em todos os lugares, e que, por sua vez, pode fazer as pessoas acreditarem”, opina.
Hansen também é cético que Hyatt não tinha ideia do que estava fotografando até que viu as imagens em estúdio.
“A folhagem está embaçada em um olhar artístico que mistura o fundo da foto. Ele diz que não viu as fadas até mais tarde, mas além do borrão de movimento, elas parecem bastante em foco”, fala Hansen. “Seria muita coincidência que as ‘fadas’ acontecessem de surgir na frente da câmera a uma distância exata que iria estar em foco”.
Por fim, o título da exibição de Hyatt, “Fadas de Rossendale”, parece ser uma referência direta às Fadas de Cottingley, um pegadinha famosa envolvendo fadas que ocorreu em 1917.
Nesse caso, duas meninas, Elsie Wright, 16 anos, e Frances Griffiths, 10, colaram desenhos de fadas em um papelão e tiraram fotos de si mesmas com as criaturas míticas. Embora soem extremamente falsas, as fotos conseguiram convencer pessoas como o criador de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle, de que fadas existem.
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Na verdade, as fadas de papelão criaram dúvidas o suficiente para que alguns crentes ficassem genuinamente chocados quando a já grande Frances admitiu que eram uma farsa, em 1983

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A hierarquia do mundo invisível


Fadas do prado por Nils Blommér em1850.
Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como se segue (Gelder, 1986):
  • Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
  • Elementais, Espíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo).
    • Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.
    • Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
    • Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).
    • Elementais das águas: representados pelas ninfas, ondinas, espíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.

Etimologia


Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas."

As fadas de Cottingley

Frances Griffiths e Elsie Wright (Junho, 1917)
Embora além da percepção das pessoas comuns, as fadas continuariam a existir em nosso mundo. Tal afirmação é feita à luz de diversos testemunhos de clarividência, de fenômenos paranormais e parapsicológicos que atestariam a realidade do "mundo invisível" onde supostamente vivem fadas e outros "espíritos mágicos da Natureza" (Coelho, 1987, pp. 36–7). Nas palavras de Schoereder (s/d., p. 21):
“São numerosos os relatos de pessoas que dizem ter observado seres estranhos, supostamente vindos de planos paralelos de existência.”
Um dos mais estranhos destes relatos citados por Schoereder em seu livro (e que ficou conhecido como as fadas de Cottingley), é o que envolve duas primas, as adolescentes inglesas Elsie Wright e Frances Griffiths, que em 1917, ao se fotografarem mutuamente num jardim, acabaram revelando também imagens de pequenas criaturas aladas, apontadas como fadas e duendes. O caso foi parar nos jornais e as fotos, publicadas no Strand Magazine em 1920, despertaram a atenção até mesmo de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Doyle, que era um seguidor do espiritualismo, acreditou na veracidade das fotos e chegou mesmo a escrever um livro onde defende suas convicções, The Coming of the Fairies ("A Vinda das Fadas"). Na época (ou posteriormente), não foi verificada nenhuma evidência de montagem fotográfica nas imagens, e a autenticidade das mesmas tornou-se assunto de discussão, com adversários e defensores das mesmas digladiando-se nos jornais.
Interrogadas, Elsie e Frances afirmaram que apenas elas podiam fotografar as fadas, e que mais ninguém poderia estar presente em tais momentos. Houve apenas uma testemunha independente das cenas visualizadas pelas adolescentes, o escritor teosofista Geoffrey L. Hodson, que confirmou o relato das duas.
No início dos anos 1970, Elsie e Frances, agora senhoras idosas, foram entrevistadas pela BBC e insistiram na autenticidade das fotos. Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" (Schoereder, s/d., p. 27). Embora isso possa soar como uma confissão de fraude, Schoereder defendeu Elsie e Frances com um argumento retirado da parapsicologia: elas poderiam ter a capacidade de registrar numa película fotográfica, imagens vistas em seus pensamentos.
Mas finalmente em 1982, numa entrevista à Joe Cooper, Elsie e Frances admitiram que haviam forjado as quatro primeiras fotografias, sem precisar usar qualquer habilidade fotográfica: as fadas e duendes eram simplesmente recortes de papel, presos no matagal com alfinetes de chapéu. A evidência para isto fora encontrada anos antes, em 1977, por Fred Gettings. Ele havia descoberto num livro infantil, Princess Mary's Gift Book, publicado por volta de 1914 e que as duas meninas podem ter visto, um poema de Alfred Noyes intitulado "A Spell for a Fairy" ("Um feitiço para uma fada") ilustrado por Claude Shepperson. As fadas que aparecem na ilustração, embora com vestidos diferentes, são obviamente a origem das poses de três das quatro fadas que surgem na primeira foto de Frances tirada por Elsie, em julho de 1917.
Conforme citado por Kronzek (2003, p. 131), "Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, sublinhou ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos — mas, ainda assim, ninguém os notou.

Fadas

A fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos.
O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.c. As fadas não são o feminino dos elfos. Levando em conta que esse mito surgiu pelo fato de a Deusa Grian a rainha dos elfos, e a Deusa Aine a rainha das fadas serem irmãs. Mas elas nunca se encontravam, Grian e Aine alternavam-se na regência do ciclo solar na Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício. Sendo assim elfos e fadas não tem nenhum contato direto. É usado o termo "Fada" tanto para fadas do sexo masculino, quanto para fadas do sexo feminino. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando asas de libélula as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.
Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.
O escritor e folclorista inglês Joseph Ritson, na sua dissertação On Faries, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos.